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Domingo, 31.5.1987
- Vassula, vem receber-Me 1 . Eu estarei lá. Alegra-Me, vem a ver-Me! Diz-Me que tu és Minha, deixa que Eu o sinta. - Sou Vossa, Jesus e amo-Vos. - Há anos que espero ouvir estas palavras, Vassula; ama-Me, agora que és Minha. - Ensinai-Me a amar-Vos como Vós o desejais. - Tem confiança: fá-lo-ei. Mais tarde. Isto continua a admirar-me: como a minha mão se move... - Sabeis isto, Jesus? - Sei. Mas não serei Eu Omnipotente? Vassula, vive em paz, sê calma, sê serena, como Eu. Fui interrompida duas vezes por meu filho que entrou e voltou a entrar, batendo com a porta. Sentia-me perturbada... muito barulho à minha volta! - Ama-Me, responde-Me! - Amo-Vos, amo-Vos, Senhor! - Não Me substituas nunca! Considera-Me sempre como primeiro; antes de tudo, está diante de Mim e fica assim diante de Mim para sempre. Sê como um espelho, como o Meu reflexo. Não procures ninguém para além de Mim, não procures os velhos hábitos da tua vida passada. Eu sou Santo e Senhor; ora Eu e tu somos um e tenho a intenção de te guardar apenas para Mim e por toda a Eternidade. Humilha-te, aprende de Mim, não desejes mais ninguém senão a Mim, respira por Mim, não te voltes nem para a direita nem para a esquerda, continua agora a caminhar direito. Bem-amada, permite-Me que Me sirva de ti. Depende de Mim, enche-Me de alegria com a tua simplicidade de palavras: a simplicidade inebria-Me. Diz-Me palavras tuas, deixa que as ouça de novo, diz-Me: "Amo-Vos, Jesus; Vós sois a Minha alegria, a minha respiração, o meu repouso, a minha vista, o meu sorriso". - Como? Em silêncio, Senhor? - Em silêncio, olhando para Mim, quero que fiques silenciosa, sem perturbação alguma. Encontra-Me, no silêncio 2 . - Sem perturbação alguma? - Sim. - Jesus, como poderei eu encontrar este silêncio total, vivendo numa família? É quase impossível! - - Onde? - Na Minha igreja. - Não, Senhor. - Nesse dia, senti-Me de novo crucificado, batido, flagelado, cuspido e cravado! O acontecimento desse dia foi o seguinte: Depois de há tantos anos não mais ter estado na igreja, Jesus, com esta mensagem, encorajou-me a ir lá e a receber a Sagrada Eucaristia. Dirigi-me, pois, à única igreja católica de Bangladesh. Um padre, ao saber isto, fez-me saber que tinha pecado gravemente. Dissera-lhe que Jesus mo havia pedido e que Ele não rejeita aqueles que O procuram e vão ao Seu encontro. O padre respondeu-me que Jesus, às vezes, rejeita e fecha a Sua porta, quando não quer alguém. Para me provar isto mesmo, deu-me a ler uma passagem do Evangelho que fala de uma mulher cananeia, mas apenas na primeira parte, em que Jesus a provoca para a pôr à prova e não onde Jesus acaba por atendê-la (Mt 15, 21-28); mas eu não sabia que, depois, Jesus a tinha atendido. Depois desta discussão com o padre, eu julgara ter transgredido todas as leis de Deus, ao ter recebido a Sagrada Comunhão. Senti-me como uma ladra para com a Igreja Católica. Sentia-me muito indigna e, a tal ponto, que, no domingo seguinte, na igreja, fiquei junto à porta da entrada, de modo a ficar como que meia-fora, porque me sentia indesejada e má e tinha a sensação de que Deus estivesse encolerizado comigo. No momento, pois, da Comunhão, não avancei com os outros, a fim de não agravar a minha situação. - Jesus, não sabia que Vos ferira o meu sentimento de não ser amada. - Não, tu não o sabias, tal como não sabias que jamais rejeito alguém que vem a Mim. 1 Na Sagrada Comunhão 2 Com isto, Jesus pretendia a contemplação |