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9.7.1989
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O Senhor deu-me a ler uma passagem da Sagrada Escritura, onde anuncia que reconstruirá Jerusalém. - Senhor? - De repente, lembrei-me da purificação, pelo fogo. - Só em consideração por aqueles que Me amam e se imolam por Mim, reduzirei o Meu Fogo. Graças a vós, Meus bem-amados, a Minha Mão não se abaterá e ferirá tão duramente como vos foi dito. A culpa da vossa era é ainda muito grande e os seus pecados inumeráveis; a sua iniquidade é tão grave, que as vossas árvores dificilmente darão algum fruto. Admirais-vos, se não vedes rebento algum, nas vossas vinhas? Fruto algum, nas vossas árvores de fruto? E nem sequer uma folha verde? Espantais-vos por já não florescerem nem exalarem qualquer perfume? Tudo isso acontecerá porque os Meus Inimigos envenenaram as Minhas Fontes, que irrigam o Meu Jardim, para secarem os poucos frutos que ainda tinham. Eu Mesmo os vi arrancar flor a flor. Pérfidos e depravados como serpentes, vêm de noite, ao Meu Santuário, revelando sem medo algum as suas criminosas inclinações. A cumplicidade destes homens maus é tal, que nenhum deles renuncia à sua própria maldade. - Mas, Senhor, eles devem saber que Vós os observais! - São rebeldes; revoltam-se contra a Minha Lei; são aqueles de quem as Escrituras dizem: "Eles tratam as feridas do Meu Povo sem se entristecerem; dizem paz, paz, mas não têm Paz. Eles não têm vergonha alguma, não têm Amor, não têm coração". Mas Eu arruinarei esses rebeldes com o Meu Sopro. Arruinarei todos esses Cains que se sentaram em altos tronos de mentira. De que Me servem os seus tronos? Eu tinha-os avisado e, quanto mais os avisava, tanto mais recusavam ouvir-Me, com medo de se voltarem para Mim e se converterem. Esses Cains persistiram na apostasia por muitas dezenas de anos, não abandonando nunca a sua maldade. Agarram-se a ilusões e a mentiras, calcando aos pés os Meus devotos e aqueles que ainda se mantêm fiéis ao Meu Pedro. Sim, eles põem a ridículo todos aqueles que ainda acreditam nele. Esses Cains prejudicam a Minha Igreja, a ponto de transformarem os Meus Olhos num Vale de Lágrimas, chorando dia e noite... - Meu Deus, que pena me fazeis!... Os Vossos Decretos são tão maravilhosos; porquê, pois, tratarem-Vos assim?! Os Vossos Decretos são a minha Herança Eterna. Oh! Senhor, mais Amável e Terno que nunca, também os meus olhos se enchem de lágrimas, por outros desprezarem a Vossa Lei. - É justamente por isso que Eu vos 1 envio aqueles que vós chamais fracos, indignos, desprezíveis e tolos. Eu pretendo envergonhar-vos, a todos quantos vos julgais sábios. Sereis apanhados de surpresa, porque Eu quero confundir-vos, a ponto de nem sequer conhecerdes já o vosso nome nem a vossa origem. Bem-amada! Agora, descansa. Espero passar ainda um pouco mais de tempo contigo. Sê vigilante e atenta a todos os perigos, permanece firme na Fé e tudo quanto fizeres fá-lo no Amor. Abençôo-te. Nós? - Por toda a Eternidade, meu Senhor. - Vem, descansa no Meu Sagrado Coração, a tua Morada. ![]() 1 à nossa geração, à nossa era |